


Data: 20/06/2006 - 22:48
Descrição:
OPINIÃO DO ACADÊMICO - Comece por você
Desirée Duarte de A. Pereira
A corrupção, um meio ilícito de se chegar a um poder ou de se enriquecer de maneiras ilegais e antiéticas, infelizmente está bastante presente entre as pessoas, quase se tornando algo comum.
Casos de corrupção estão presentes em vários lugares, tanto no poder político, quando se roubam milhões, fazem caixa dois e a mídia cai em peso, quanto nos pequenos jeitinhos brasileiros quando se sonega imposto, faz-se um gato no medidor de energia ou de água, quando se suborna o guarda de trânsito para que ele não prescreva a multa ou quando apresentam atestados médicos falsos. Porém, essas e outras comuns ilicitudes não vão a público, afinal, que diferença faz uma gota de água no oceano não é mesmo? Assim pensa um número considerável de brasileiros.
Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Ibope e publicada na revista Veja do dia 29 de março de 2006 aponta dados alarmantes em relação à descrença dos brasileiros com os seus governantes e um número vergonhoso de pessoas que afirmam que, se estivessem no poder, cometeriam também atos ilícitos para se favorecer, utilizando-se de coisas tipo mensalão, nepotismo, corrupção passiva, peculato, etc.
Conclui-se, então, que a população rejeita a corrupção, mas comete e tolera desonestidades. Talvez falte um pouco mais de participação do povo na política. Para se cobrar um governo justo é preciso mudar os pequenos detalhes na vivência das pessoas, corromper-se é uma vergonha a qualquer um. Claro que se espera mais de alguém que se elege para governar e ser um modelo, portanto, ser conivente e participar de atos ilícitos é fazer o mesmo que alguns governantes fazem, ou seja, corromper os bons costumes e acomodar-se à corrupção.
A estatística revelada me leva a crer que os meus ideais estão em desacordo com a realidade brasileira já que anseio por uma justiça e uma igualdade de ordem na qual a moral e a ética venham em primeiro lugar. Mas quero crer que não importam as pesquisas já que eu, e acredito que muitos com o mesmo ideal, não fomos entrevistados; que o importante mesmo não é os números e sim a busca de um futuro melhor e digno a todos. Se você também acredita que isso pode ser possível, continue acreditando e fazendo a sua parte. Comecemos por nós para que possamos cobrar de nossos governantes e de toda a sociedade, que, e que de modo justo, sejamos a geração da limpeza e das novas posturas!
Desirée Duarte de A. Pereira, acadêmica do 1º semestre B matutino do curso de Direito, da Universidade Católica Dom Bosco.
***OBS - O texto acima foi publicado na íntegra. O acadêmico é livre para tecer sua opinião.( e a mão é da Amanda huauhuha)