

Data: 27/07/2007 - 21:17
Descrição:
Procurado há tempos.
Ele se esconde há mais.
Dito isso, considere encerrada a história de hoje.
Infâmia. Traição. Neurose:
Implicitude a todos.
A história de um homem. Que muito bem podia ser você. Ou eu. Se não fosse ele, ele mesmo. A história dele é diferente da de sempre. Diferente da história daqueles que se escondem. Mesmo daqueles q se escondem de si próprios, como ele. Pois este homem não tem nome. Não tem tempo. Não tem canto. Não tem espelho. Este homem não tem ninguém além de si mesmo. Mentira. Ele não tem ninguém.
Assassino cadavérico, melhor estão as vítimas. Num mundo que aceita um homem como esse, melhor tê-lo como carrasco que o próprio mundo como tal. Assim pensa ele. Assim segue pensando. Mas vivo.
Hipocresia não é a palavra. Melhor seria medo, se este homem a conhecesse.
Iludido está quem se acredita correto. Correto está quem se acredita morto. Morto está quem encontra este homem. Por isso segue vivo. Mas fugindo.
Sabe.
Sabe que, se encontrado, não tem chance. Esse homem.
Ele corre como quem pensa. Assim evita o segundo.
Se restasse tempo, diz, recomeçava. Se sobrasse memória, saberia como.
Então. Ao invés de vagar, sem rumo. Ele corre.
Foge. A discrepância com o passado é grande, mas quem sabe a velocidade com que pode caminhar?