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  • Nome: Bozo da Silv...
  • Nasc: 09/10/1999
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Data: 10/02/2009 - 20:44
Descrição:
E pra cada dia que se passava, mais ele

ficava explosivo. Maior era o efeito dos

seus instintos. Eram controláveis até

certo ponto. Mas suas expressões e

gestos nervosos denunciavam seus gritos

ínteriores e quando sozinho, seus gritos

(não mais interiores) lhe diziam o

quanto mais estava perto da loucura.
Não eram poucas as vezes, ao dia, que se

pegava batendo suas mãos, alucinando que

socava um estranho no rosto, ou

perfurava seu abdomên, deixando o

sangue, junto com as entranhas alheias,

lavar suas mãos insanas.
Sua mente o torturava. E tentando

conter, ou ajudar, sua loucura, se

torturava também. Se estapeava, se

furava, quando ninguém estava olhando.

Fincava suas unhas na pele e depois de

alguns milimetros aprofundados, torcia a

pele, queria arrancar por completo toda

a pele e músculos do seu braço e ver de

perto seus ossos, espremer cada nervo e

sentir as piores dores do mundo. Ao

invés disso, só se permitia ficar com os

braços cobertos de cascas de ferida, que

depois seriam arrancados no mesmo

ritual.
Tudo isto ele fazia para controlar o

pior, que cada vez mais sentia estar

perto.
Sabia que chegaria a hora em que, para

controlar sua loucura, teria de arrancar

um dos olhos. Já havia pensado em como

seria, na frente do espelho do banheiro,

com uma faca de serra indo e vindo na

superfície da íris, lentamente. Já

estaria cego deste olho, mas não

pararia, não desmaiaria. Ia continuar

serrando o olho como quem abre um pão. O

sangue escorre quente, nos seus

pensamentos, até tocar a frente da

camisa, em seguida desce até os pés e

seria a sensação de estar com lama entre

os dedos. Neste ponto, ainda consciente,

fraqueja e com a faca na mão desaba,

sentindo a pancada seca da sua testa na

borda da pia. Hmm. Quem sabe, em quanto

cai, a faca não se arrasta em uma de

suas orelhas, ou axilas, ou ao menos

rasga a pele entre o indicador e médio.

Hmm.

Isto tudo para evitar o que pode ser

muito, muito, pior.

A agonia de ser ele o faz esquecer a

mesquinheza do mundo. As pessoas.

Qualquer doutrina. Qualquer amor.
Todas as idéias.

Tudo se mistura no seu sangue. O antigo

com o novo, o real e o imaginário. As

pedras, os olhos, as mãos e a noite.
São todos gritos íntimos.
Seu sangue que berra.
Sua loucura agoniada.
Seu futuro, carapuçando-o.

Tudo nele foge do que está,

inevitavelmente, chegando. E será muito,

muito pior.


¬ Comentários

  • Nome: Fabio | Data: 10/02/2009 - 21:15

    muito... muito pior!

     
  • Nome: Renato | Data: 13/02/2009 - 12:06

    Muito...Muito...MUITO pior!

     
  • Nome: Hehehe | Data: 13/02/2009 - 12:17

    Raphael.

     
  • Nome: fefis | Data: 14/02/2009 - 17:57

    to com preguiça de ler isso xD~~

     
  • Nome: Icaro | Data: 14/02/2009 - 19:45

    carregado. :x

     

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